Início Série7º anoAtividade de história: A Independência do Brasil: rupturas e permanências – 7º ano e 8º ano

Atividade de história: A Independência do Brasil: rupturas e permanências – 7º ano e 8º ano

por Equipe acessaber

    Atividade de história, direcionada aos alunos do sétimo e oitavo ano do ensino fundamental, com questões elaboradas sobre A Independência do Brasil: rupturas e permanências. BNCC 7º ano: EF07HI10 e EF07HI11. BNCC 8º ano: EF08HI11 e EF08HI12.

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ESCOLA:                                                          DATA:

PROF:                                                              TURMA:

NOME: 

A Independência do Brasil: rupturas e permanências

    O processo de Independência do Brasil não pode ser compreendido como um evento isolado, mas como o desfecho de uma série de transformações iniciadas com a vinda da Família Real em 1808. O choque entre as demandas das elites locais, que desejavam a manutenção da autonomia administrativa alcançada no Período Joanino, e as exigências das Cortes portuguesas de recolonizar o Brasil, criou um cenário de tensão política insustentável. A decisão de D. Pedro I em permanecer no país e proclamar a independência, em 1822, foi, portanto, uma estratégia para garantir a integridade territorial e a hegemonia da elite agrária, evitando a fragmentação do território em pequenas repúblicas, como ocorreu na América Espanhola.
    Entretanto, é fundamental analisar que, embora a ruptura política com Portugal tenha ocorrido, as estruturas sociais e econômicas do Brasil mantiveram profundas continuidades. A manutenção do regime escravocrata e a exclusão das camadas populares do jogo político demonstraram que a independência não representou uma revolução social para a maioria da população. O novo Estado brasileiro nasceu sob o signo da conservação, preservando o latifúndio e a dependência econômica do mercado externo, o que limitou a soberania plena da nação e relegou a cidadania a uma parcela ínfima da sociedade.
    A transição para a monarquia, sob a égide do Primeiro Reinado, buscou estabilizar o país através de um governo centralizado e autoritário, consolidado pela Constituição de 1824. Esse ordenamento legal, ao instituir o Poder Moderador, garantiu ao monarca o controle sobre as decisões políticas, sufocando movimentos rebeldes que surgiam nas províncias em busca de maior autonomia. Assim, o nascimento do Brasil como nação independente foi um processo complexo de negociação política, onde a elite conservadora conseguiu conciliar a soberania nacional com a preservação de seus interesses aristocráticos.

 

Questões

1) Quais foram os principais motivos que levaram ao rompimento político entre Brasil e Portugal em 1822?
R:

 

2) Como a decisão de proclamar a independência ajudou a evitar a fragmentação do território brasileiro?
R:

 

3) O texto menciona que, apesar da independência política, houve “profundas continuidades”. Quais são essas continuidades?
R:

 

4) De que maneira a Constituição de 1824 garantiu o poder centralizado na figura do monarca?
R:

 

5) Explique por que a independência brasileira pode ser considerada uma “ruptura conservadora”.
R:

 

 

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